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EDITAL 05/2026 - SUBMISSÃO DE TRABALHO

A Comissão Organizadora da XIV Semana Nacional de História UFCG, a ser realizado entre os dias 9 e 12 de junho de 2026, torna pública a chamada para submissão de trabalhos para Simpósios Temáticos presenciais ou online, que integram a programação da XIV SNH, CFP-UFCG, Cajazeiras-PB.

PERÍODO DE SUBMISSÃO

16 de abril de 2026 até 20 de maio de 2026

INFORMAÇÕES

INTRUÇÕES DE SUBMISSÃO​

 

1. Para a apresentação de trabalho nos STs, exige-se a condição mínima de graduando. Cada inscrito poderá apresentar até dois trabalhos, sendo em um como autor(a) e no outro como coautor(a). A avaliação, aceitação e eliminação de trabalhos serão realizadas pelo(s) coordenador(es) dos STs.

2. O pagamento da inscrição para envio de Trabalho em Simpósio Temático deve ser efetuado no momento da submissão.

3. O formato do arquivo com o resumo simples deverá ser enviado em formato word, doc ou docx. O título do documento deverá conter obrigatóriamente o número do ST interessado e o título do trabalho. Exemplo: "ST01 - Título do Trabalho".

4. O título deve ter até 80 caracteres com espaços e o resumo com no mínimo 1500 caracteres e máximo 2.500 caracteres com espaços. Utilize a formatação seguinte: espaçamento simples, fonte Times New Roman, tamanho 12, texto justificado, nome de autoria(s) ou orientadores(as) alinhados à direita com e-mail e instituição de vínculo.  Não utilize caixa alta no título e nem no resumo.

5. Somente receberá certificado e terá direito a publicar o texto completo nos Anais Eletrônicos o autor/coautor que participar das atividades propostas pelos coordenadores. Será disponibilizado online um certificado para cada autor;

 

IMPORTANTE: Os valores pagos não serão reembolsados caso ocorra alguma desistência.

SIMPÓSIOS TEMÁTICOS

ST01 - EXPERIÊNCIA HUMANA E SINGULARIDADES NA ESCRITA DA HISTÓRIA

Roberto Ramon Queiroz de Assis

Desde as últimas décadas do século XX, observa-se na historiografia um movimento em  torno da chamada “virada cultural”, que abriu espaço para pesquisas que partem da  experiência humana como locus privilegiado para a construção do conhecimento e  interpretação do passado. Acompanhado de importantes deslocamentos epistemológicos,  esse movimento, além de reorientar o olhar dos pesquisadores, trouxe ao centro dos  debates historiográficos saberes, práticas e as experiências de sujeitos que,  historicamente, ficaram às margens da sociedade. Nesse horizonte, e em diálogo com as  temáticas da História Cultural, serão bem-vindos, neste simpósio temático, os trabalhos  de estudantes de graduação e de pós-graduação, que em seu fazer historiográfico, estejam  comprometidos com a experiência humana, seus múltiplos atravessamentos e formas de  representar-se, dar sentido a si, ao outro e ao mundo. Parte-se do entendimento de que  historicizar as experiências é, antes de tudo, reconhecer que elas são moldadas por  contextos sociais e culturais específicos, e estes incidem sobre as formas de existência e  expressão humana. Desse modo, interessa-nos acolher pesquisas que considerem os  recortes de gênero, raça e classe; que versem sobre saberes e práticas socioculturais  ligadas ao corpo, à saúde, à doença e às artes populares de cura; sobre a história das  emoções e das sensibilidades; memória, história oral e fotografia; bem como sobre trajetórias e história de vidas subalternas. Por fim, este simpósio temático justifica-se pela  necessidade de promover reflexões sobre a emergência das singularidades humanas na  escrita da história e discutir novos olhares e formas de operacionalizar o tempo e o saber  histórico.  

ST02 - HISTORIOGRAFIA E CULTURA AUDIOVISUAL: CRÍTICAS, FILMES E ESPECTATORIALIDADES

Rafael Morato Zanatto

A relação entre cinema e história, apesar de ser uma preocupação presente desde o surgimento do próprio cinema no final do século XIX, tornou-se um tema mais frequente na academia a partir dos anos 1970, com os estudos de Marc Ferro. Este historiador elevou o cinema à categoria de "objeto" da história, iniciando um campo de pesquisa que passou a debater metodologias e formas de análise que concedem aos filmes o status de documento, reconhecendo seu potencial como fonte para o conhecimento historiográfico. Outros autores deram continuidade ao desenvolvimento desse campo, cujas balizas metodológicas seriam ditadas por nomes como Pierre Sorlin, Michèle Lagny, Antoine De Baecque, Christian Delage, Sylvie Lindeperg, Robert Rosenstone, Tom Gunning, Eduardo Morettin, Marcos Napolitano, Ismail Xavier, etc.  A partir dessa fortuna crítica e historiográfica, a presente sessão objetiva concentrar pesquisas que recorrem à análise fílmica como principal método para se constituir um conhecimento histórico sobre determinado período ou evento. Abriga trabalhos que considerem as obras audiovisuais, em suas especificidades estéticas, como uma fonte primária, articulando-as a outras fontes documentais. Também são bem-vindos trabalhos que explorem questões ligadas às representações do tempo passado no cinema, bem como produções que pretendam constituir uma narrativa sobre determinado período ou evento histórico. Serão bem-vindas pesquisas sobre a importância político-pedagógica dos arquivos na preservação, na pesquisa histórica e na difusão de cultura cinematográfica, ou ainda, que abordem um tema ou período da história do cinema a partir da pesquisa em acervos, ou que discutam por diferentes ângulos temas relacionados à exibição de filmes em cineclubes, festivais e salas de cinema.  Manifesta-se ainda especial interesse por trabalhos que investiguem a historicidade, as fontes, as metodologias utilizadas por críticos e historiadores na interpretação de filmes, como a recepção crítica e histórica dos filmes; a relação entre a história do cinema e a macro-história; os paradigmas metodológicos e as guinadas que marcaram os textos acadêmicos sobre cinema; questões ligadas à teoria, à crítica e à historiografia do cinema; e propostas que se dedicam aos diálogos entre filmes e os projetos críticos e historiográficos que os sustentam. Além dessa multiplicidade de questões, receberemos com especial interesse trabalhos sobre os discursos, as narrativas e as representações não-hegemônicas de temas como raça, classe, gênero, sexualidade e regionalidade em produções audiovisuais, em especial, do cinema paraibano e nordestino.

ST03 - A CRÍTICA ANTICOLONIAL E OS ESTUDOS SOBRE CLASSE, GÊNERO E RAÇA NAS CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS (online)

Silmária Reis dos Santos
Daiane Santana Oliveira

Nos últimos anos, a crítica anticolonial tem adentrado significativamente o campo das  ciências humanas e sociais no Brasil, sobretudo com a emergência do debate decolonial,  os estudos subalternos indiano, o pensamento negro e indígena brasileiro, as filosofias  africanas, a proposta das epistemologias do sul, entre outras perspectivas teórico políticas. Por esboçar um debate interdisciplinar, essas diferentes vertentes de  pensamento têm dinamizado as pesquisas brasileiras, sobretudo nas discussões sobre  gênero, raça e classe ressaltando a crítica aos ditames do sistema moderno colonial e da  “colonialidade” nas práticas políticas, culturais, sociais e econômicas (Quijano, 1992).  Evidentemente, que tais projetos teórico-políticos não surgiram no bojo do século XXI,  mas em conjunto com o debate e as diretrizes das Relações Étnico-raciais e o desenrolar  das políticas públicas sociais recentes, como a lei de cotas e as leis 10.639/2003 e  11.645/2008, têm fortalecido e fundamentado pautas de movimentos sociais e  acadêmicos, que no século passado eram por vezes negligenciadas nos circuitos elitistas  das universidades (Gomes, 2010). Contudo, não podemos afirmar que tais debates  atualmente exercem uma hegemonia nas universidades, como afirmam certos críticos do  “identitarismo” pelo contrário, o campo de tensionamento e disputa de ampliação das  experiências/narrativas históricas é uma forma de visibilizar outras percepções da  historicidade humana que, necessariamente, não são fundamentadas Ipsis litteris pelos  fundamentos das teorias do norte global (Connell, 2012). Assim, este Simpósio Temático  busca abarcar trabalhos que dialoguem com estudos anticoloniais e pesquisas sobre  gênero, raça e classe que tenham também como bases teórico-analíticas teorias do  chamado “sul global”. A intenção é fazermos um diálogo expansivo visando uma troca  de referências para o desenvolvimento de nossas respectivas pesquisas. De modo geral,  buscamos visibilizar experiências teórico-metodológicas na abordagem de diferentes  temáticas e fontes históricas voltadas a complexidade das discussões presentes na  historiografia atual, bem como dimensionar as relações de poder que há nas produções  acadêmicas (Pereira, 2018).

ST04 - MULHERES NA CIÊNCIA E NA HISTORIOGRAFIA: GÊNERO, INTELECTUALIDADE E ENSINO DE HISTÓRIA

Maria Joedna Rodrigues Marques
Érica de Souza Teles
Raurislandia dos Santos Pereira

Apesar das contribuições de pesquisas em torno da categoria gênero, lidamos com muitos silêncios e ausências constantes na divulgação de pesquisas que abordam as mulheres como produtoras de saberes. Ainda temos poucas ou inexistentes referências das produções científicas feitas por mulheres nos currículos acadêmicos. Ainda necessitamos reforçar a relevância de pesquisar sobre mulheres em suas mais diversas contribuições culturais, sociais, históricas, científicas, historiográficas e educacionais. Visando proporcionar maiores debates nos estudos de ciências, gênero, intelectualidade e ensino de história, a nossa proposta é acolher trabalhos que analisam trajetórias femininas em suas mais diversas atuações. Na perspectiva de reduzir as desigualdades e ampliar espaços para a produção de saberes, propomos analisar os silêncios e desigualdades de gênero na ciência, no ensino de História e na historiografia. Em consonância com os apontamentos feitos por autoras como Joan Scott (1995), Guacira Lopes Louro (1997), Djamila Ribeira (2018) que problematizam as relações entre gênero, feminismo, educação e poder na produção acadêmica.  

ST05 - FRAGMENTOS DO URBANO: HISTÓRIAS, MEMÓRIAS E PRÁTICAS DAS/NAS CIDADES

Ayrle Alves de Figueiredo
Hava Mariana de Oliveira Santana
Viviane Gomes de Ceballos

As cidades têm sido tema de discussão e de reflexão há bastante tempo. Algumas reflexões teimam em enquadrá-las em modelos explicativos que as engessam e as limitam; outras buscam pulverizá-las de tal forma que perdem aquilo que as caracteriza e as define. Pensar estes espaços é, para nós, pensar por pluralidades, como nos propõe Cerasoli (2018), pois “a pluralidade é condição mesma da cidade, localizando-se no centro de suas atividades, definindo-a como fenômeno humano e político singular” (p. 268). Os distintos olhares e narrativas que se constroem sobre as cidades ganham força e forma ao imiscuirem-se nas vivências, práticas e narrativas daqueles que as constituem.  Neste sentido, a proposta deste Simpósio Temático é a de deixar entrever as distintas concepções sobre a história das cidades, compreendendo o espaço urbano como construção material, social, política, cultural e simbólica. Parte-se do entendimento de que as cidades não constituem apenas cenários onde os acontecimentos se desenrolam, mas são, elas próprias, objetos históricos complexos, atravessados por disputas de poder, processos de exclusão e pertencimento, políticas de memória, esquecimento e dinâmicas de transformações. Esta proposta reconhece o caráter necessariamente interdisciplinar dos estudos sobre o urbano e o necessário diálogo entre diferentes perspectivas teórico-metodológicas, estimulando abordagens transdisciplinares que ampliem as possibilidades analíticas acerca das cidades, destacando ainda a pluralidade de fontes, metodologias e objetos de estudo mobilizados na compreensão dos lugares. A proposta incentiva as discussões sobre investigações que articulem diferentes escalas de análise, incluindo a história local e regional como espaço privilegiado de observação das transformações urbanas, compreendendo tanto os espaços particulares quanto as generalizações em torno da história urbana. A proposta do Simpósio Temático “Fragmentos do Urbano: histórias, memórias e práticas das/nas cidades” reafirma o compromisso com uma reflexão ampla e teoricamente fundamentada sobre a história urbana, e se apresenta como espaço de diálogo sobre trabalhos que problematizam o espaço urbano como campo de disputas e tensões, projetos, memórias, vivências e práticas sociais e políticas. Um diálogo que não se restringe a historiadores(as), mas sim amplia-se por uma percepção interdisciplinar, para pesquisadores(as) das Ciências Humanas, nas interseções entre cidade e memória, especialmente no que se refere à questão patrimonial, à preservação de espaços de memória e às disputas simbólicas em torno das narrativas sobre a história urbana; valorizadas também em virtude da revisão dos conceitos de espaço e lugar ocorrido nas ciências humanas, em especial na geografia e na história urbana, ao problematizar a restrita percepção física e positivista do espaço remetido ao lugar e ao local, que passaram a ser percebidos de forma humanizada e cultural fundamentada em experiências e realizações dos indivíduos e sociedades que os habitavam e os transformavam. 

ST06 - HISTÓRIA SOCIAL DAS PROPRIEDADES NAS AMÉRICAS: PATRIMÔNIO HISTÓRICO, BENS, CONFLITOS E TERRITORIALIZAÇÃO (SÉCULOS XVIII A XXI) (online)

Ana Lunara da Silva Morais
Janaína Valéria Pinto Camilo

A História Social das Propriedades propõe-se a discutir sobre as forças  produtivas (meio ambiente, superfície cultivada, tecnologia agrícola, população), e as  estruturas agrárias, como as formas de apropriação e uso do solo, os direitos de  propriedade da terra, o estatuto jurídico e social dos trabalhadores rurais, hierarquias  sociais, os conflitos e as formas de resistências. Uma vez que as questões relativas à terra  ainda são sensíveis e a distribuição fundiária segue profundamente desigual e sendo fonte  de inúmeros conflitos em muitas partes do continente americano, pesquisas da área têm  renovado e ampliado metodologias, problemáticas e corpus documentais para  compreender o universo proprietário ao longo do tempo. Este Simpósio Temático,  promovido pelo Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em História Social das  Propriedades na América (LEPEHSPA), sediado na Universidade Federal de Campina  Grande (UFCG), Centro de Formação de Professores (CFP), Unidade Acadêmica de  Ciências Sociais (UACS), é uma iniciativa dedicada às problemáticas da História Social  das Propriedades. Portanto, dedica-se a discutir as seguintes temáticas nas diferentes  sociedades americanas, entre os séculos XVIII e XXI, em ampla perspectiva: acumulação,  gestão e transmissão de bens; formação e preservação do patrimônio histórico; conflitos  pela posse de bens; questões agrárias; preservação ou destruição/devastação do meio  ambiente; processos de territorialização; estatuto jurídico das propriedades; reforma  agrária; e a variedade de agentes sociais envolvidos (como indígenas, religiosos,  mulheres, pessoas escravizadas, conquistadores, entre tantos outros).

ST07 - HISTÓRIA E ARTES: SABERES, EXPERIÊNCIAS E SUJEITOS(AS) DISSIDENTES

Rodrigo da Silva Lucena
Daniel Soto Araujo

Nas últimas décadas do século XX, ocorreu uma ampliação do campo historiográfico pela expansão da utilização de fontes e investigação de novas temáticas a partir da História Cultural.  O historiador Peter Burke (2017) realiza uma série de recomendações ao trabalhar com as imagens por diferentes aspectos. Precisamos compreender que elas são poderosas e estão constantemente performando o poder, sendo necessário um olhar atencioso e uma efetiva leitura crítica. Especialmente ao advertir as seguintes características: as imagens não devem ser compreendidas como impessoais, devem atentar-se às possíveis armadilhas presentes na elaboração de imagens. Faz-se necessário compreender as imagens a partir do seu contexto de produção, as constantes convenções de representação. A presente proposta visa realizar comunicações que abordam diferentes campos, objetos e sujeitos para os estudos do design, processos artísticos, história e teoria nas Artes Visuais brasileiras. Objetivamos dialogar sobre pesquisas concluídas ou em desenvolvimento que abordam as suas múltiplas manifestações artísticas em suas diferentes linguagens: artes visuais, design, teatro, dança, música, literatura, audiovisual e artes integradas. Estudos que privilegiam abordagens interdisciplinares, evidenciando temáticas, práticas e/ou sujeitos dissidentes como protagonistas de trajetórias, narrativas e imagens singulares, acrescentando novas contribuições para a compreensão dos grupos historicamente excluídos da tradicional História da Arte, permitindo uma discussão sobre quais representações foram institucionalizadas e difundidas, como projeto de construção de uma identidade nacional. Realizar a valorização das subjetividades de personagens periféricos(as), contextualizando experiências e práticas artísticas historicamente situadas e processos poéticos atuais. Assim, serão acolhidas pesquisas que discutam as seguintes temáticas: sujeitos(as) insurgentes e saberes nas margens na história e teoria da arte, poéticas visuais contemporâneas, utilização de diferentes linguagens artísticas para o ensino, a memória social e usos da história visual para construção de patrimônio, artivismo como estratégia de afirmação de identidade minorizadas, experiências e/ou proposta com temáticas dissidentes para ensino de História e Artes, reflexões a partir de investigação em patrimônios como museus, coleções, arquivos e monumentos, discutindo inclusive ausências nesses espaços e discutindo condições e repercussões de produção, circulação e consumo desse patrimônio, para apontar tensões entre as memórias consagradas e as dissidentes. 

ST08 - ENSINO DE HISTÓRIA, DIVERSIDADES E DIFERENÇAS: SUJEITOS, MEMÓRIAS E PRÁTICAS EM PERSPECTIVA INTERSECCIONAL

João Kaio Miguel Arruda

O presente Simpósio Temático propõe reunir pesquisas, relatos de experiência, reflexões  teórico-metodológicas e práticas pedagógicas que discutam o Ensino de História em  diálogo com as diversidades, as diferenças e os processos de produção de sujeitos,  memórias e identidades. A proposta parte do entendimento de que o ensino de História  constitui um espaço privilegiado de disputa de narrativas, de construção de  pertencimentos e de problematização das desigualdades, sendo, portanto, um campo  estratégico para pensar tanto os silenciamentos e exclusões produzidos historicamente  quanto as possibilidades de reconhecimento, representação e ampliação democrática dos  saberes escolares. Ao propor este ST, buscamos constituir um espaço amplo de  acolhimento de trabalhos que abordem diferentes experiências de ensino de História, em  variadas temporalidades, escalas e espaços de atuação. Interessa-nos receber pesquisas e  comunicações sobre ensino na educação básica, no ensino superior, na pós-graduação, na  formação inicial e continuada de professores, em programas como PIBID, Residência  Pedagógica e ProfHistória, bem como em práticas desenvolvidas em museus, arquivos,  centros culturais, movimentos sociais, coletivos, mídias digitais e outros espaços  educativos não escolares. Trata-se, portanto, de um simpósio aberto a múltiplas  abordagens, desde que articuladas ao debate sobre o ensino de História e às questões da  diversidade, da diferença e da interseccionalidade. Nesse horizonte, serão bem-vindos  trabalhos que discutam currículo, livros didáticos, materiais pedagógicos, políticas  educacionais, história pública, memória, patrimônio, narrativas audiovisuais, usos de  fontes históricas, práticas de estágio, oficinas, sequências didáticas, projetos de extensão,  pesquisas em história local, educação patrimonial, ensino de histórias africanas, afro brasileiras, indígenas, das mulheres, das sexualidades, das dissidências de gênero, das  populações periféricas e de outros grupos historicamente marginalizados. O objetivo é  favorecer um debate plural capaz de abarcar diferentes experiências de ensino, sem  restringir o simpósio a um único recorte temático ou a uma única tradição metodológica,  mas preservando sua unidade em torno do compromisso com um ensino de História  crítico, inclusivo e socialmente referenciado. Justifica-se esta proposta pela relevância  crescente de debates que articulam ensino, democracia, direitos humanos e  reconhecimento da pluralidade social. Em um contexto marcado por disputas em torno da  memória, do currículo e da legitimidade de determinados sujeitos históricos no espaço  escolar, torna-se fundamental fortalecer redes de diálogo entre pesquisadores, professores  da educação básica, estudantes de graduação e pós-graduação e demais profissionais  interessados nas interfaces entre História e educação. O ST pretende, nesse sentido,  funcionar como um espaço de circulação de experiências e socialização de pesquisas que contribuam para a renovação do campo do Ensino de História, estimulando abordagens  comprometidas com a escuta, a diversidade e a reflexão crítica sobre o passado e o  presente.

ST09 - FAZERES DAS/NAS MARGENS – CORPOS, IDENTIDADES, CULTURAS E INTELECTUALIDADES PERIFÉRICAS E SUAS CONTRIBUIÇÕES PARA COM MUDANÇAS SOCIAIS (online)

Bruno Silva de Oliveira
Manoel Alves Neto

Quando Bell Hooks (2019) nos explica a relação entre centro e margem para além de uma  perspectiva geográfica, mas sim uma margem que se constitui em práticas culturais, produções  teóricas e se materializa em determinados corpos, temos, portanto, substâncias que nos são de suma  importância que nos levam a indagar: que corpos são esses e o que é produzido em termos de cultura  e desenvolvimento teórico nas margens? As décadas de 1970 e 1980 viram surgir alguns trabalhos que analisavam vivências de  homossexuais, travestis e lésbicas situando-as no período da ditadura civil-militar no Brasil (1964- 1985), sendo comum a ausência de marcadores raciais. Outros se debruçaram sobre a prática da  sodomia no Brasil Colônia. Renan Quinalha (2021) explica que posteriormente houve um aumento  no número de produções que buscavam outras análises para além da relação entre ditadura e o controle  exercido sobre os corpos de sexualidade e identidade de gênero dissidentes. Em produções recentes, que não se limitam aos muros das universidades, é possível ter acesso a uma vasta gama de estudos  e produções culturais que reivindicam espaço, discutem essas e outras questões, bem como a  descentralização geográfica dessas pesquisas, antes fortemente centradas no eixo Rio-São Paulo.  Coletâneas como Novas fronteiras das histórias LGBT+ no Brasil (2023), Orgulho LGBTQIAPN+:  acervos, memórias e escritas de si. Alagoas (1990-2020) (2025); grupos de pesquisa como a Rede  Brasileira de Estudos sobre Bissexualidade e Monodissidência (surge originalmente em 2019  enquanto Grupo Amazônida de Estudos sobre Bissexualidade) e escritos de slam, poesia marginal, a  exemplo dos textos presentes na coletânea Slam insubmisso 2021 (2024) tem contribuído e  apresentado novas narrativas, novos (as) sujeitos (as), articulações teóricas e fazer cultural em  diferentes territórios do nosso país.  A articulação de diversos marcadores sociais, as intersecções pautadas nos estudos mais  recentes, se faz de suma importância para compreender as consequências estruturais e dinâmicas da  interação entre dois ou mais eixos da subordinação. Destarte, entende-se a interseccionalidade  enquanto ferramenta de análise da forma como ações e políticas especificas geram opressões que  fluem ao longo de tais eixos (Crenshaw, 2002) numa confluência sinergética do trabalho intelectual e ativismo (Collins, Bilge, 2020). A interseccionalidade, enquanto teoria social crítica que parte das  margens a partir do desenvolvimento intelectual e prático de mulheres negras (Collins, 2022), soma se junto a diferentes outras teorias, a exemplo do marxismo, e nos possibilita formas de aplicações  levando em consideração diferentes contextos históricos. Lançar olhares para uma maior  multiplicidade de questões, articuladas de novas perspectivas de análises, nos possibilita pensar e  enxergar para além do que se sobressai, assim, por exemplo, identificamos a necessidade do  desenvolvimento de uma economia periférica, em meio ao fazer cotidiano desses corpos, uma  alternativa de se obter algum recurso financeiro para atender suas necessidades (Sanford, 2004). Levando em consideração tais apontamentos, esse Simpósio Temático tem como objetivo se  constituir enquanto espaço para discussão de trabalhos em andamento ou concluídos, que se  proponham a contar histórias sobre esses (as) sujeitos (as) privilegiando recortes temporais pós  ditadura civil-militar de 1964 e com ênfase em territórios do Norte e Nordeste brasileiro; que discutam  e articulem em nível nacional e internacional movimentos sociais em defesa da diversidade de gênero  e sexualidade; relatos e análises que situem estas e outras questões que dialoguem com a nossa  proposta no âmbito das escolas públicas, ou seja, propostas que articulem a educação pública, gênero,  sexualidade e outros marcadores sociais. Também serão aceitos trabalhos que se preocupem em  analisar e evidenciar produções culturais e intelectuais desenvolvidas nas margens que se preocupem  com profundas mudanças sociais. Com esta finalidade, serão aceitos trabalhos que versam sobre  historiografia, identidades, saberes subalternos e interseccionais nas mais diversas áreas do  conhecimento. 

ST10 - TRADIÇÕES ORAIS (POPULARES) NO SERTÃO NORDESTINO

Lucrécio Araújo de Sá Júnior
Maria de Lourdes Dionisio Santos

Partimos do pressuposto de que o Nordeste brasileiro, em suas antinomias, configura-se  um cenário amplo e profícuo que apresenta uma vasta e diversa produção artística e  cultural, a exemplo da arte literária de expressão popular. Nessa perspectiva, este  Simpósio Temático tem como objetivo promover o debate sobre a produção literária de  cunho tradicional e popular, a fim de ampliar a discussão sobre saberes plurais que  perpassam as obras de autores e poetas que impulsionaram essa estética. Desse modo,  intenta-se, por meio de uma abordagem interdisciplinar, estabelecer diálogo entre  saberes que fundam a memória e a cultura de nossa sociedade, buscando reconhecer a  relevância desse patrimônio imaterial e simbólico e de sua permanência. Com isto,  propiciaremos o potencial criador dos sujeitos sociais ao tempo em que reafirmaremos a dimensão identitária do povo, como forma de resistência pela permanência das tradições orais. 

ST11 - MARCADORES SOCIAS DA DIFERENÇA E HISTORIOGRAFIA: REVISITANDO NARRATIVAS, PRODUÇÕES E ACERVOS

Lucas Gomes de Medeiros
Roberto Viana de Oliveira Filho

Com a proposta de Simpósio Temático “Marcadores socias da diferença e historiografia: revisitando narrativas, produções e acervos” pretendemos reunir pesquisas finalizadas ou em desenvolvimento que versem sobre os marcadores sociais da diferença e suas intersecções no âmbito da produção historiográfica. Por marcadores sociais compreende-se um conjunto de produções discursivas e práticas culturais que incidem sobre os sujeitos e, constantemente, produzem estratificações com base nas diferenças que os marcam (Akotirene, 2019; Collins e Bilge, 2021): gênero, sexualidade, raça, etc. Essa proposta, entretanto, amplia a noção recorrente afim de refletir também sobre experiências culturais e de pertencimento: práticas religiosas, sistemas de crença e território. Serão bem vindos trabalhos que investiguem a formações de identidades, diferenças e diversidades em acervos, estudos de caso e a partir da história oral; bem como, no passado e na história do tempo presente (Fico, 2012).

SC1 - SESSÃO COORDENADA DE ENSINO DE HISTÓRIA

Jefferson Fernandes de Aquino

Nadja Claudinale da Costa Claudino

Djalma Luiz do Nascimento Dantas

A proposta desta sessão coordenada visa abarcar trabalhos referentes a área de pesquisa do Ensino de História, podendo conter pesquisas que abordem sobre: resultados de pesquisas e extensão no contexto escolar, experiências no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), experiências de estágio curricular obrigatório e quaisquer trabalhos voltados para a prática do(a) docente em História. 

© 2026 por XIV Semana Nacional de História CFP/UFCG.

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